Todos os que integram ou integraram a Banda tiveram no passado alguma experiência musical e sempre tinham como sonho voltar a integrar algum grupo, para fazer uma boa música.
Álvaro Naves (guitarra), Anna Tereza (vocais), Carlos Infante (teclados), Francisco Chamié (bateria), Cláudio Barbosa (baixo), Eliane Ávila (vocais) e Sérgio Cabral (vocais), em 1995, resolveram colocar este sonho em prática e começaram a ensaiar em janeiro de 1995 e em março do mesmo ano fizeram a sua primeira apresentação na PRONEP, na inauguração do seu Centro de Estudos.
Com o passar do tempo, e com as atividades profissionais apertando o cerco de músicos - profissionais liberais, algumas defecções começaram a acontecer.
Primeiro saiu Carlos Infante, sendo substituído por Marcelo Reis, publicitário, que adentrou ao gramado com seu teclado (mas que tinha um trunfo na manga - uma tremenda guitarra com pegada blueseira).
Com a saída de Alvaro Naves, surgiu o problema de arranjar-se um guitarrista que tivesse a mesma proposta da banda. Marcelo Reis revela então seu segredo oculto - a sua capacidade de grande guitarrista e se torna o guitarrista da banda.
Problema imediato. Arranjar-se outro tecladista. Surge Jorge Oliveira, que por incrível que pareça, também tinha um dom secreto - era um tremendo guitarrista, mas, também, espertamente não revelou isto naquele momento.
Depois, ocorreu a saída da Ana Tereza, que foi substituída pela Chris Filpi, cantora que mistura o vade-mecum forense com a farmacopéia brasileira brilhantemente.
A Banda ficou com uma formação blueseira, mas sentia-se a falta de uma gaita, pois blues sem gaita é igual à goiabada sem queijo. Desta forma, surge o caçula da banda, o gaitista Leonardo Quintella.
Banda de rock, com viés blueseiro, pede duas guitarras e Jorge
Oliveira solicita aos colegas que gostaria de abandonar os teclados
e assumir o seu lado guitarrista, para surpresa de todos.
E novo problema, arrumar um outro tecladista. Marcelo Reis,
que já conhecia Mauricio Aquino, o convida para integrar a banda
e os outros membros fazem para Mauricio uma pergunta crucial:
“Você toca guitarra?” Ante a negativa,
Mauricio foi admitido na banda em abril de 2002.
Em meados de 2004, Marcelo Reis resolve empreender, além da carreira de publicitário, ser empresário da noite e se desliga da Banda para montar o sensacional Rio Rock & Blues Club, fabulosa casa de shows na Barra da Tijuca, palco de memoráveis apresentações de algumas das mais famosas bandas de rock e blues do cenário do Rio, incluindo Memória Virtual. E o seu empreendimento deu tão certo, que, recentemente, o rio Rock & Blues Club mudou-se da Barra da Tijuca para a Lapa, novo “point” da noite no Rio de Janeiro.
Finalmente, no início de 2005, Sérgio resolve abandonar os vocais da Banda e inicia-se a procura de um cantor.
É bom agora fazermos uma parada nesta história da Banda, para ressaltarmos o fato de que sempre que precisávamos de algum músico, sempre tínhamos alguém muito perto disposto a entrar na Banda.
Voltando à procura de um cantor, foi uma peregrinação difícil achar alguém que tivesse o perfil e encarnasse a proposta da Banda. Mais uma coincidência feliz coloca mais um membro na banda. Ronaldo, nosso mais novo membro (setembro de 2005) é companheiro de peladas de Cláudio Barbosa há mais de 20 anos e Cláudio não sabia desta sua vertente musical. Cláudio comentando sobre a procura de um cantor com o Ronaldo, este diz para ele que gostava de rock e blues e que dava umas canjas na banda de seus filhos. Pronto, bastou isto e convite feito e aceito.
Mas tudo arrumado, um CD memorável gravado, shows antológicos e 2 anos depois, Ronaldo pede uma licença da banda, porque a dupla militância (literalmente) estava tornando sua vida profissional complicada. Procura incessante por novo vocal masculino. E, a sorte bate de novo em nossa porta com o surgimento do Felipe, que além de bom cantor, é um saxofonista nas horas vagas (poucas).
Chega-se assim a formação atual de Memória Virtual, com: